quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Aprendendo a apreciar a minha companhia


Como contei no último post, me mudei com meu namorado. Ainda não fez um mês de "vida nova" mas tem algo que (quase) todos os dias estou precisando lidar, que é a solidão.
Quando eu morava com meus pais, passava as manhãs com a minha mãe, que muitas vezes estava ocupada costurando mas mesmo assim estava ali. Eu me sentava com o café na área e olhava ela trabalhar, resmungar e conversávamos sobre tudo.
Hoje passo as manhãs sozinha. O Matheus trabalha, quando ele sai ainda estou dormindo e quando acordo já estou sozinha. Faço meu café, que não pode faltar, e nem todos os dias tenho serviços da casa pra fazer. Comecei a me dedicar a alguns projetos que sempre quis fazer, como vídeos. Que eu amo fotografia você deve saber, mas que eu sou apaixonada por produção de vídeos pode ser novidade.
Comecei de forma despretensiosa com a ferramenta "CENAS" que o instagram disponibilizou nos Stories. Gravava com a câmera do Instagram, usando os filtros dele mesmo. Mas de uns dias pra cá estou gravando com a minha câmera, ainda editando pelo celular para ser mais prático e tenho gostado muito.
Virou rotina todos os dias gravar meu café da manhã e muitas vezes almoço e jantar. Eu já compartilhava algumas fotos das comidinhas veganas que eu fazia, mas agora com os vídeos tenho me divertido muito, e isso usa bastante do meu tempo que nem consigo me sentir sozinha.
Fico satisfeita que nessa nova fase da minha vida estou retomando minhas paixões e dedicando um tempo pra fazer o que eu amo. Com a rotina de trabalhar fora todos os dias, eu acabava deixado pra lá muitas coisas que eu queria fazer, por achar que não tinha tempo - e às vezes não tenho, mas estou arrumando esse tempo pela manhã para fazer o que eu quiser: gravar, editar, cozinhar, desenhar, aquarelar.. qualquer coisa que eu sinta vontade.

domingo, 12 de janeiro de 2020

De dezembro pra cá muitas coisas mudaram


Sei que não deveria "abandonar" um blog recém começado, mas tenho bons motivos para ter sumido. Eu estava preparando diversas postagens, principalmente com temas natalinos, só não esperava que tudo mudaria tão rápido.
Eu estava planejando me mudar com meu namorado, mas o plano era começar em janeiro de 2020 a realmente procurar um imóvel para alugar, no momento eu estava olhando apenas para comparar os preços.
Um dia antes de viajarmos para São Paulo, encontrei um anúncio de um apartamento no facebook em um preço que estava dentro do nosso orçamento e pelas fotos parecia ser razoável, porém estavam tremidas, as únicas fotos boas mostravam o condomínio pelo lado de fora e uma parte da cozinha com um cooktop, o que me interessou muito porque começamos do zero, praticamente sem nenhum móvel.


Enviei uma mensagem para o corretor anunciante do imóvel, mas teríamos que aguardar voltar de São Paulo para podermos visitá-lo. Bem, na segunda-feira quando retornamos da viagem, o Matheus pegou a chave com a imobiliária para visitarmos o imóvel. Nos encantamos com o apartamento, a localização era boa (pertinho da minha mãe), parte dele já é mobiliada (tem armários na cozinha, quartos, banheiro e lavanderia) e o fato de já ter o cooktop ajudaria muito, porque tínhamos apenas uma geladeira e a cama.


Não esperávamos a oportunidade tão rápido, duas semanas antes de acabar o ano, mas a agarramos e fomos para o processo de conseguir alugá-lo, que não foi tão fácil.
Passado o sufoco, a angústia e  a incerteza, exatamente no dia 24 de dezembro pela manhã, assinei o contrato da locação e peguei a chave para dar início a um sonho.
Hoje, dia 12 de janeiro, enquanto escrevo essa postagem, faz um dia que ganhamos uma mesa para nossa sala. E todos os dias eu me sinto feliz e realizada em estar em um lugar que, apesar de não ser oficialmente meu, sinto como se fosse e é nesse  lugar que estou construindo meus sonhos e minha independência.
Sempre acreditei que as coisas acontecem da forma que precisamos e no momento que precisamos. Acredito cada vez mais nisso.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Bolo de limão, decorações de natal e a saga do cabelo


Dezembro é o meu mês favorito do ano. Algo no Natal me encanta, então amo ver a cidade decorada com luzinhas e enfeites. Coleciono vários deles, também. Fotografá-los me faz muito bem, então todos os anos eu faço no Instagram um feed todo natalino durante o mês do natal, virou tradição pra mim, assim como comprar uma caneca natalina nova todos os anos.


Estou planejando fazer panetones essa semana, igual ao ano passado. Fiz uma receita do canal da Mussina de panetone vegano que ficou incrível, mas é um processo um pouco demorado para preparar a massa, então preciso separar um sábado pra ter tempo. Então, enquanto isso não acontece decidi fazer um bolo de limão de uma receita que tirei de um grupo do facebook.



Receita do bolo vegano de limão 🍋
- 3 xícaras (chá) de farinha de trigo.
- 2 xícaras (chá) de açúcar.
- 1/2 xícara (chá) de óleo vegetal.
- 1 colher (sopa) de fermento em pó.
- 1 colher (chá) de bicarbonato de sódio.
- 1 xícara (chá) de água em temperatura ambiente.
- 1/4 xícara (chá) de suco de limão.
- raspas da casca de 1 limão.
- 1 pitada de sal.
- 1 colher (chá) de vinagre de maçã.

Assei por cerca de 30 minutos no forno pré-aquecido a 180ºC e fiz uma cobertura de "merengue" feito com água do grão de bico (desses de caixinha) gelada na batedeira com açúcar e raspas de limão.


Me senti orgulhosa do meu bolo porque ficou delicioso. Uma pena que essa cobertura dura apenas por algumas horas, depois de ficar na geladeira ela perde a consistência e vira uma "calda". Não que o bolo tenha sobrado por todo esse tempo (haha), mas acho que pra um aniversário ou uma ocasião especial que precise ficar um tempo na geladeira, é melhor colocar algum emulsificante (tem vários que não possuem nada de origem animal) para dar mais "corpo" à merengue e ela resistir um tempo maior. Vou fazer esse teste em breve porque estou com algumas ideias para a sobremesa de natal.


Meu cabelo, que está na saga para voltar ao ruivo, passou por mais uma etapa de coloração. Consegui clarear mais uns dois tons, a raiz ficou mais clara do que o restante mas acredito que em mais uma próxima consigo alcançar a cor que eu quero no resto do cabelo também. A iluminação das fotos não mostra a cor real, porque estava a noite, mas confesso que gostei muito de como ele ficou nelas. Consigo me ver mais com essa cor de cabelo, de uma forma que fazia tempo que não me via.

segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Um fim de semana comum


Meus fins de semana quase sempre são iguais. Trabalho aos sábados até as 14 horas, então sinto que meu dia só começa mesmo depois que eu chego, quando posso descansar, ver filmes, jogar a hora fora fazendo nada. Mas, apesar de ter uma rotina muito definida, sábado e domingo são meus dias favoritos. Nos sábados tenho o dia livre, algo que na semana não acontece devido ao trabalho. Aos domingos posso dormir até a hora que eu quiser, o que eu acho maravilhoso.

Esses dias decidi que queria pintar o cabelo de ruivo, depois de anos sem pintar de nenhuma cor. Estava com saudades de me ver diferente, mas o tom ainda não ficou como eu quero. Como meu cabelo é castanho, vou precisar de mais algumas vezes para conseguir clarear o suficiente sem descolorir. O bom do processo é testar a minha paciência, que geralmente é inexistente.


Quando estou com preguiça de cozinhar mas quero comer algo gostoso, faço macarrão. Dessa vez fiz sem molho, apenas ao alho e óleo, mas dei uma incrementada com tomatinhos na frigideira e azeitonas. Simples e uma delícia.


Muitas vezes lavamos o carro aos domingos, Matheus tem mania de limpeza com isso então passamos algumas horas até terminar todo o processo. Lava, aspira, encera, e tudo mais. Mas até que é divertido fazer isso juntos, conversando, às vezes ouvindo música. Tantas vezes deixamos tarefas como essa se tornar algo ruim, sendo que é algo necessário, então tornar o processo mais leve é essencial para não deixar a rotina nos consumir com estresse.


Uma foto da Mia para deixar o dia de qualquer pessoa melhor <3
O natal está se aproximando então hoje (segunda-feira) montei a árvore aqui de casa. Essa é minha época favorita do ano, e falta exatamente um mês para essa data tão mágica. Todos os lugares estão começando a decorar, e eu já estou até pensando em qual será o cardápio que vou cozinhar e em todas as receitas que farei ao longo do mês. Com certeza vou postar muito sobre isso em dezembro, até agora estou me segurando para não começar a tirar muitas fotos natalinas.


Nessa foto dá para ver como ficou a cor do meu cabelo, um castanho com reflexos avermelhados. Ainda quero clarear uns 2 tons mas o processo é um pouco demorado então vou ter que esperar os próximos capítulos dessa saga.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

10 fotos aleatórias sobre 2019


O final do ano se aproxima, e com isso surgem as retrospectivas. Confesso que 2019 não foi um ano grandioso, pelo menos eu estava pensando dessa forma antes de começar a separar as fotos desse post. Como eu estava afastada da fotografia e de coisas que eu amo, pensei que não teria tantas fotos assim, mas percebi que, apesar de ter fotografado apenas em momentos específicos nesse ano, tenho fotos incrivelmente especiais que me lembram de momentos que fizeram esse ano valer a pena. Olhando para trás, parece que foi um ano incrível, mesmo que eu não tenha me sentido dessa forma durante o período.

1. No último post contei sobre meu primeiro acampamento, e cito no texto um lugar em Turiúba que se tornou um passeio frequente nesse ano na minha vida. A primeira foto foi tirada por Matheus na primeira vez que visitamos o lugar, então foi muito significativa para mim nesse ano.


2, 3 & 4. Essas fotos foram tiradas em uma das minhas idas para Bauru nesse ano, que felizmente foram duas. Meus tios moram nessa cidade e é um dos meus lugares favoritos do mundo para visitar. Qualquer cidade minimamente maior do que a minha (o que não é tão difícil de acontecer) me parece um passeio incrível, mas Bauru tem um lugar no meu coração principalmente por quem mora lá. Quando estou lá, estou em paz.


5. Em abril tirei férias e fomos para São Paulo, aproveitamos um dia para conhecer Guaiúba, uma praia no Guarujá - bem pequenininha e encantadora - onde havia várias dessas coisinhas pelo chão. Ao que parece, são um tipo de estrela do mar, mas as que encontrei já estavam mortas, só o ''esqueleto''.


6, 7 & 8. Ainda em São Paulo, conheci um café vegano chamado Astronautra Café, um dos lugares mais legais que já fui na minha vida. Espero voltar lá mais vezes. A cheesecake de frutas vermelhas merece um destaque, estava deliciosamente perfeita. O cappuccino, idêntico ao feito com leite de vaca, mas com muito mais amor (com certeza!).


9. Quando visitamos a fazenda de uns familiares, minha maior paixão é ver os porquinhos. São como filhotes de cachorro, espertos e cheios de energia. São muito inteligentes também, sabem exatamente a hora do almoço deles, são pontuais quanto a isso.


10. Por fim, o Museu Catavento, um lugar que visitei em São Paulo pela segunda vez consecutiva nas minhas férias anuais. Cheio de experiências, acho um passeio válido tanto para crianças como adultos.

Esse post precisa de um agradecimento especial ao Matheus, meu namorado, pelos registros em que eu apareço (fora a foto do espelho, por motivos óbvios), pois sem ele esse post e essas fotos não seriam possíveis.

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Como foi acampar pela primeira vez


Em um certo dia, coloquei a cabeça que queria acampar. Já tenho um amor por natureza desde nova, então a ideia de dormir ao ar livre e aproveitar um dia longe da civilização me parecia encantadora. Conheci um lugar incrível próximo à cidade Turiúba, uma pedreira "abandonada" que esconde uma lagoa imensamente linda, rodeada por uma natureza de tirar o fôlego. O homem interviu nessa criação, afinal trata-se de uma antiga pedreira onde aconteciam explosões e foi dessa forma que a lagoa nasceu, provavelmente inundada pela água da chuva, ou devido a cachoeira que existe ao lado - os moradores chamam de "Caidô" e levam muito a sério esse nome. Bom, decidi que lá seria o lugar perfeito para essa aventura - que eu não faria sozinha.


Eu, meu namorado e mais alguns amigos iríamos acampar na tal lagoa, um lugar lindo e longe de qualquer sinal de urbanização. Compramos a barraca, colchão inflável, combinamos a data e estava tudo decidido. Até que a vida, mais uma vez, fez o seu papel e mudou tudo.


Uma semana antes do nosso acampamento, eu e Matheus fomos para a pedreira com a família dele (o lugar se tornou um passeio constante para nós) e quando chegamos nos deparamos com uma pilha de pedras impedindo a entrada de qualquer veículo, o que acabou com a chances do acampamento acontecer lá.
Como sou uma pessoa persistente quando tenho uma ideia fixa na minha cabeça, propus que passássemos o dia na Pedreira e depois acampássemos em um Camping da cidade ao lado, mais conhecido como Prainha de Buritama.


A ideia foi bem aceita, porém nosso grupo que inicialmente era de oito pessoas, se tornou cinco.
O grande problema, talvez, foi escolher o feriado do dia 12 de outubro para a tal aventura. Ficamos um tempo na Pedreira, foi bem gostoso, mas logo tivemos que ir embora preocupados em conseguir um posto de combustível aberto na cidadezinha de Turiúba (devido ao feriado) e também para conseguir um quiosque decente na Prainha pra passarmos a noite e termos uma churrasqueira para fazer a comida.
No caminho da Prainha, o carro do meu casal de amigos quebrou e só descobrimos o ocorrido ao chegar no Camping. A sorte foi que o Matheus estava com uma corda, então com o nosso carro os puxamos para o local que iríamos acampar e decidimos que no outro dia tentaríamos encontrar uma solução para ir embora.


Se não bastasse esse perrengue todo com o carro deles, mais a noite eu e minhas duas amigas (Letícia e Stefani) decidimos que era uma boa hora para tomar banho. Matheus sugeriu que fossemos de carro, já que a Stefani dirige, para procurar um chuveiro disponível no Camping. Uma ótima ideia, se o carro do Matheus não decidisse morrer do outro lado de onde estávamos acampados e não ligasse mais nem com nossos pensamentos positivos. Mesmo girando a chave o carro não dava sinal de vida, mas as luzes ainda funcionavam.
Como eu já havia presenciado uma situação parecida em uma outra ocasião, percebi que precisava chamar o Matheus, já que ele conhece o próprio carro como ninguém e saberia o que fazer melhor do que nós. O único problema é que estávamos muito longe das nossas barras e o lugar era mal iluminado.


Encontrei uma pessoa corajosa dentro de mim que eu nem sabia que existia, deixei as meninas e corri (literalmente) para buscar o resgate - nesse caso, meu namorado. A história fica mais interessante quando o único esforço que o Matheus precisou fazer para o carro pegar, foi girar a chave - sim, da mesma forma que já havíamos feito umas oitenta vezes antes de eu ir chamá-lo.
Ainda passamos por outros desafios nessa noite, como a churrasqueira com grelha improvisada que derrubou todos os meus tomates assados, o arroz que não deu certo - tive que jantar apenas feijão de caixinha com tomates crus, mas estava gostoso - e a música alta até as três horas da manhã dos campistas das barracas vizinhas (não acampem em feriado!).


No final, aprendi que amei acampar. As aventuras enriqueceram nossa noite, e cada vez mais eu aprendo que as coisas acontecem simplesmente da única forma que deveriam acontecer. E tenho certeza que se o final de semana fosse perfeito, eu não aprenderia tantas coisas como aprendi com os imprevistos. Se não fosse a música alta até as três horas da manhã eu teria dormido cedo e não veria os barquinhos balançar a água, que brilhava com a luz da lua. Não veria o nascer do sol se pessoas não decidissem ligar novamente as mesmas músicas as cinco da manhã. Mas agora que eu já aprendi essa lição, espero que da próxima vez que decidirmos acampar não tenha música alta.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Como nasceu o Abacate, Tati?


Há mais ou menos 07 anos atrás eu escrevia em um blog chamado Mundo da Tatsi (não sou a pessoa mais criativa do mundo com nomes, já adianto) que mais a frente se tornou Tatsiology. Por dois anos foi o meu lugar preferido do mundo (só que na internet) onde eu postava minhas fotografias tiradas com amor. A Tatiane de 17 anos tinha como meta trabalhar com fotografia, mas as coisas da vida mudaram o meu caminho e isso me fez abandonar não só o blog, mas também a fotografia.

Ainda que eu continuasse fotografando (em um período mais longo, como de "meses em meses" e somente em ocasiões ou oportunidades especiais), não tinha mais aquela chama dentro de mim que fazia da fotografia uma necessidade. Desanimei até de mim. E somente nesse ano que a paixão voltou a aflorar, de forma lenta mas constante. Decidi que precisava criar um blog, em pleno final de 2019, mesmo sabendo que grande parte das pessoas prefere conteúdo relâmpago como Instagram e Youtube. Precisava fazer isso por mim e pelo meu amor pela fotografia.

Então, se você está lendo essa postagem, obrigada por isso. Saiba que seus olhos estão agora participando de uma fase importante na minha vida. Acho que nunca é tarde para recomeçar e para fazer aquilo que amamos, e que realmente faz nossos dias terem significado. Se você está procurando um sinal para fazer aquilo que realmente ama, considere este o sinal que você pediu. Não desperdice isso.


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